Top 10 2012
Listas
2012 em quinze amores
Quinze filmes, quinze encontros, quinze amores de 2012 —excluindo filmes por cá estreados comercialmente.
[[MORE]]

15. Scénario de ‘Sauve qui peut (la vie)’Jean-Luc Godard | 1979 | França

13. CollateralMichael Mann | 2004 | EUA
= Trash HumpersHarmony Korine | 2009 | EUA

12. Le révélateurPhilippe Garrel | 1968 | França

11. Domingo à TardeAntónio de Macedo | 1966 | Portugal

10. NattvardsgästernaIngmar Bergman | 1963 | Suécia

9. Os MutantesTeresa Villaverde | 1998 | Portugal, França

8. Coeur fidèleJean Epstein | 1923 | França

6. ALIEN³David Fincher | 1992 | EUA
= Cigarette BurnsJohn Carpenter | 2005 | EUA

5. Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 BruxellesChantal Akerman | 1975 | Bélgica, França

4. No Quarto da VandaPedro Costa | 2000 | Portugal

2. FacesJohn Cassavetes | 1968 | EUA
= L’eclisseMichelangelo Antonioni | 1962 | Itália

1. PossessionAndrzej Żuławski | 1981 | França, Alemanha Ocidental
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Bruno Leal

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2012 em quinze amores

Quinze filmes, quinze encontros, quinze amores de 2012 —excluindo filmes por cá estreados comercialmente.


Top 10 2012
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Top 10 2012 – Filmes
A cinefilia também se faz pelos filmes que ficam por ver. E quanto a estreias comerciais, as muitas falhas que ficaram por colmatar em 2012 —entre as quais, alguns títulos nacionais que poderiam muito bem caber num outro top imaginário: A Vingança de Uma Mulher, É na Terra Não É na Lua, Linha Vermelha, O Gebo e a Sombra— fazem deste habitual balanço de fim-de-ano, uma dura soma entre o pouco (significante) que se viu e o muito que ficou por ver.[[MORE]]Dura soma porque, como referia Francisco Valente no À Pala de Walsh1, apesar de alguns títulos fortes (e em comparação ao rico ano de 2011), não se vê 2012 ”como um ano de grande qualidade nas nossas salas de cinema”. E muitas foram as desilusões: 4:44 Last Day on Earth, Cosmopolis, Haywire, Michael, La folie Almayer e, sobretudo, Tabu. Alguns a rever com outro ânimo.Ainda assim, em 2012, ano sem um único début de relevância, viu-se reacender a fé em alguns nomes, uns em regresso, outros em despedida. Algumas dessas respectivas obras, poucas, fazem este top 10, outras mais caberiam numa lista maior. Mais tarde, uma descrição a cada uma. Por agora, eis os dez.



1 – http://apaladewalsh.com/2012/12/24/os-melhores-filmes-de-2012/




10. A torinói lóBéla Tarr e Ágnes Hranitzky | 2011 | Hungria, França, Alemanha, Suiça, EUA

9. Bir zamanlar Anadolu’daNuri Bilge Ceylan | 2011 | Turquia

8. Deste Lado da RessurreiçãoJoaquim Sapinho | 2011 | Portugal

6. Hors SatanBruno Dumont | 2011 | França
= ShameSteve McQueen | 2011 | Reino Unido

5. Le HavreAki Kaurismäki | 2011 | França, Finlândia, Alemanha

4. Holy MotorsLeos Carax | 2012 | França, Alemanha

3. L’Apollonide – Souvenirs de la maison closeBertrand Bonello | 2011 | França

1. AmourMichael Haneke | 2012 | França, Áustria, Alemanha
= The Girl with the Dragon TattooDavid Fincher | 2011 | EUA, Suécia, Noruega
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Bruno Leal

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Top 10 2012 – Filmes

A cinefilia também se faz pelos filmes que ficam por ver. E quanto a estreias comerciais, as muitas falhas que ficaram por colmatar em 2012 —entre as quais, alguns títulos nacionais que poderiam muito bem caber num outro top imaginário: A Vingança de Uma Mulher, É na Terra Não É na Lua, Linha Vermelha, O Gebo e a Sombra— fazem deste habitual balanço de fim-de-ano, uma dura soma entre o pouco (significante) que se viu e o muito que ficou por ver.


MOTELx
Críticas
Serbuan mautGareth Evans | 2011 | Indonésia, EUA
Tendo sido a primeira longa-metragem exibida nesta sexta edição do MOTELx, foi ao selvático Serbuan maut (The Raid: Redemption, título internacional), um dos melhores títulos em passagem, que couberam as verdadeiras honras de sessão de abertura. E que abertura…[[MORE]]A priori, tinha-se alguma suspeita quanto ao seu lugar num festival “onde o terror é bem-vindo”, mas desenganem-se os mais desatentos, este filme de acção tem, no seu circuito de festivais €”por onde tem vindo a acolher, além das recepções calorosas por parte da crítica e do público, um vasto estatuto de culto€”, semelhantes paragens em algumas mostras dos géneros do fantástico e do terror.Um dos pontos altos do primeiro dia, este ambicioso projecto do galês Gareth Evans procura, a cada esquina, redefinir o género do filme de acção, fazendo parecer que quebra algumas das suas convenções através da sucessão matizada de vários outros sub-géneros €”e inevitáveis são, por isso, as comparações a outras obras. Vamos por partes.A premissa é, sem surpresas, simples €”e, ainda que tente, com twists interpolados aqui e ali, não se ultrapassa: Um enorme bloco habitacional em Jacarta, controlado por um respeitado barão do crime, é bruscamente invadido por vinte homens de um pelotão policial especial, num questionável mandato de captura do facínora.Recebida com hostilidade, a equipa vê-se credulamente desmantelada pelas dificuldades em campo, que invertem os papéis de presa e predador e, progressivamente, o suposto ataque revela-se numa infausta prova de sobrevivência —€”survival horror em afinidade com Night of the Living Dead,, pelo “western de cerco” e pela forma como alguns vilões insurgem no quadro, à figura de zombies.Piso após piso —€”ou, quase como numíy;deo-jogo,ível ó;s nível— também a violência atinge um maior ímpeto, metamorfoseando-se: à medida que o bullet ballet vai esgotando todas as provisões dos personagens, a acção passa, num compasso tão enfermo quanto disciplinado, de um cru policial ao estilo de Tropa de Elite para um brutal festim coreografias marciais.E é isto que conduz todo filme —€”estilo e substância são o mesmo, e o resultado, não obstante a cadeia explosiva que percorre sensivelmente todo filme, é de um equilíbrio rítmico capaz, que descobre a musicalidade na fereza das artes marciais: o silat como derradeira dança da morte que testa, a cada passo, os limites do corpo (um body horror mascarado?).Este constante estimular de possibilidades (execução claustrofóbica, num mesmo espaço) extenua, contudo, o antecipado momentum pouco antes do fim, deixando o dissabor de anti-clímax que se (in)valida num último conjunto de planos, em câmara lenta.The Raid terá segunda passagem hoje, às 19h15.
Bruno Leal

Críticas

Serbuan maut
Gareth Evans | 2011 | Indonésia, EUA

Tendo sido a primeira longa-metragem exibida nesta sexta edição do MOTELx, foi ao selvático Serbuan maut (The Raid: Redemption, título internacional), um dos melhores títulos em passagem, que couberam as verdadeiras honras de sessão de abertura. E que abertura…


MOTELx
Artigos
MOTELx 2012
Eventos cada vez mais atractivos, os festivais de cinema têm assumido, de ano para ano, um papel de expansiva importância na dinamização cultural e cinematográfica em Portugal, propondo, em alternativa aos circuitos comerciais de exibição-distribuição, uma amplidão de oportunidades, por vezes inéditas e economicamente mais acessíveis, moldadas, em certos casos, a um (ou a vários) público-alvo: são disso exemplos o próximo Queer Lisboa e o presente MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que, pela sua sexta vez, volta a dar, durante cinco dias, as boas-vindas ao horror.[[MORE]]Tendo vindo a tomar, ao longo de seis anos, um lugar particular no cenário dos festivais de cinema em Portugal, a mostra, devota à exibição do cinema de terror, atraiu e criou, como poucos, um crescente núcleo de fãs, entre ao seu ar cozy e alguns golpes certeiros:1. Por detrás da referida coziness do motel, estão os belos Serviço de Quarto e Quarto Perdido, duas importantes secções de um programa que combina o passado e o presente do género e investe na diversidade dentro do mesmo, estando, também, sempre a par do que vai passando pelo festival Sitges;2. A promoção e estímulo da produção de cinema português, graças a uma premiação monetária na sua, até agora, única secção competitiva;3. Uma respeitável lista de convidados, e respectivas Q&As e masterclasses —a nomes como os brasileiros Ivan Cardoso e José Mojica Marins, Stuart Gordon, John Landis ou George A. Romero junta-se, nesta edição de 2012, o mestre do giallo Dario Argento.Chegando ao fim de mais uma saudosa edição do certame, deixam-se coladas à retina imagens de alguns visionamentos, pérolas, ou nem tanto, que o pós-filme irá destacar ao longo da semana. ■Na foto de entrada: The Pact, de Nicholas McCarthy, 2012


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Serbuan maut


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Eventos cada vez mais atractivos, os festivais de cinema têm assumido, de ano para ano, um papel de expansiva importância na dinamização cultural e cinematográfica em Portugal, propondo, em alternativa aos circuitos comerciais de exibição-distribuição, uma amplidão de oportunidades, por vezes inéditas e economicamente mais acessíveis, moldadas, em certos casos, a um (ou a vários) público-alvo: são disso exemplos o próximo Queer Lisboa e o presente MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que, pela sua sexta vez, volta a dar, durante cinco dias, as boas-vindas ao horror.