Cinéastes de notre temps: Jean-Luc Godard ou Le cinéma au défi
de Hubert Knapp
França, 1965, Preto e branco, 68 minutos
Retrato do lado pessoal, pouco propagado, da imagem de Godard, durante Pierrot le fou, algures entre a criação de uma forma que viria a moldar até o fim da Nouvelle vague, com Week-end.
Antes de cair no esquecimento público, Godard era uma estrela de nome tão sonante quanto os actores com quem trabalhava. Paravam pedestres na rua para o ver almoçar em restaurantes, buzinava-se na estrada ao vê-lo conduzir os seus amados Alfa Romeos, e faziam-se documentários sobre a sua figura.
É somente curioso assistir às mudanças de um cineasta, agora “recluso” na sua Suiça natal, testemunhadas quer pelas suas palavras, quer pelos excertos dos filmes que produzira até então, aliados a várias entrevistas a familiares, amigos, colegas de profissão, críticos e cinéfilos apaixonados, são aglomerados excertos das suas obras feitas na época, que por vezes resultam numa boa brincadeira em ligação com os excertos referidos.
Tudo o resto já se sabe, é “uma arma e uma miúda”.

