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War Horse (Cavalo de Guerra)de Steven SpielbergEUA/Reino Unido, 2011, Cores, 146 minutos
O Resgate Cavalo Ryan.
Não é a dolorosa ingenuidade desta adaptação de um conto juvenil, é antes a incapacidade, uma vez mais comprovada, de Steven Spielberg em não converter outra bela fábula num qualquer filme familiar de domingo à tarde.Produção habitualmente fácil para um produto-mito hollywoodesco, ora realizador ora produtor, que sem esforços se balança entre projectos, uns mais espontâneos que outros, como é o caso deste War Horse, onde Spielberg se reapropria dos velhos hábitos e retoma a temática da Guerra, evocando invariavelmente anteriores títulos da sua carreira, em todo um espectro de proporções épicas de quase duas horas e meia.
Obra de artifício, quer pela banda sonora, sempre função do épico e da maravilha, quer pela cinematografia que, visualmente, rememora o cinema clássico, sobretudo o de John Ford, nos primeiros e nos últimos instantes. Superficialmente, mantém-se a tradição de um cinema dos valores, que a indústria sempre procurou manter.
Um filme que hoje não resulta, de tão esbatida que é a sua já factícia fórmula, aos olhos do espectador contemporâneo, em fastio e sem qualquer pingo de ingenuidade, em oposição ao espírito desta obra spielberguiana. Um tiro ao lado.

War Horse (Cavalo de Guerra)
de Steven Spielberg
EUA/Reino Unido, 2011, Cores, 146 minutos

O Resgate Cavalo Ryan.

Não é a dolorosa ingenuidade desta adaptação de um conto juvenil, é antes a incapacidade, uma vez mais comprovada, de Steven Spielberg em não converter outra bela fábula num qualquer filme familiar de domingo à tarde.
Produção habitualmente fácil para um produto-mito hollywoodesco, ora realizador ora produtor, que sem esforços se balança entre projectos, uns mais espontâneos que outros, como é o caso deste War Horse, onde Spielberg se reapropria dos velhos hábitos e retoma a temática da Guerra, evocando invariavelmente anteriores títulos da sua carreira, em todo um espectro de proporções épicas de quase duas horas e meia.

Obra de artifício, quer pela banda sonora, sempre função do épico e da maravilha, quer pela cinematografia que, visualmente, rememora o cinema clássico, sobretudo o de John Ford, nos primeiros e nos últimos instantes. Superficialmente, mantém-se a tradição de um cinema dos valores, que a indústria sempre procurou manter.

Um filme que hoje não resulta, de tão esbatida que é a sua já factícia fórmula, aos olhos do espectador contemporâneo, em fastio e sem qualquer pingo de ingenuidade, em oposição ao espírito desta obra spielberguiana. Um tiro ao lado.